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Wednesday, 28 de July de 2010 - 00:25

Não adianta, mesmo que minha mãe faça cara feia toda a vez que eu fale que ‘lá em casa é isso ou aquilo …’ , ‘lá em casa a gente fez tal coisa’ , ‘foram tais pessoas lá em casa’ e etecétera… me referindo ao apê que eu moro com as amigas da faculdade, eu sei que minha verdadeira casa é lá.

Não só é considerada na ‘lei’ (ou algo do tipo) que eu teoricamente resido/moro na cidade onde passo mais de oito horas por dia (ou doze, não tenho certeza), como também, eu não me sinto mais morando com meus pais, de qualquer maneira. Demorou um pouco prá acostumar com a rotina do vai-e-volta da cidade natal prá nova, mas prá mim, já me sinto visita onde nasci. Os fins-de-semana/férias em que passo com eles, são realmente diferentes do que eram antes.

Lá no meu apê eu tenho a minha hora prá comer, tomar banho, dormir, sair, chegar e blá blá blá. Eu preparo minha comida, lavo minha louça, minha roupa, faço meu café individual (porque não temos garrafa térmica, e nunca bate os horário prá todas tomar o café juntas – haha).

Aí quando eu chego na cidade dos meus pais, minha mãe cozinha, a casa já está limpa e a máquina lava as roupas prá mim. Só que demorou prá minha mãe perceber que eu não sou mais uma criança com hora prá voltar prá casa, almoçar, acordar e mais blá blá blá. Meu pai ainda pega no pé… mas ele também já tá acostumando (mesmo fazendo um ano e meio que eu moro fora).

Mas, finalmente, nessas férias, deu tudo certo. Eu fiquei na casa deles tranquila… não tenho mais dificuldades de dormir na cama diferente todas as vezes que viajo. Do mesmo jeito que não sofro mais com o fato de que o apê é zilhões de vezes mais silencioso do que a outra casa, as temperaturas são diferentes, e que tem a Rosane no quarto (meu quarto na outra casa é só meu), a internet é mais rápida no apê e eu não preciso gritar prá me comunicar, visto que é beeeem menor. Essas coisas demoram prá acostumar… mas agora tá ficando bem mais fácil.

E amanhã (sim, porque eu ainda não dormi! ) meus pais me levam de volta prá Sanca. Finalmente minhas amigas, meus horários, meu café, minha sacada, minha cama maior, minha mesinha. Lógico que tem os contras né… comida da mamãe, máquina de lavar, banheiro maior e quarto individual são coisas valioooosas!! Mas eu não troco o meu apê por essas coisas não… pelo menos não até eu me formar, tiver meu emprego – ou pelo menos uma bolsa prá morar em um lugar melhor =p
bezú =*

♪ The Beatles – Across The Universe.



Por Rafa

Saturday, 24 de July de 2010 - 17:43

Eu sou anti-social. É, eu sou sim. Tenho lá meus setecentos-e-lá-vai-cacetada de ‘amigos’ no orkut. Ando pelo campus da faculdade, ou dou uma volta na minha cidade natal e qualquer pessoa que esteja comigo se surpreende pelo jeito como eu conheço ‘todo mundo’. Os caras que trabalham em alguns dos bares mais conhecidos sabem meu nome. Em todas as festas eu sempre conheço alguém-que-pode-conseguir-algo-que-você-precisa, ou que conhece-aquela-pessoa-que-você-é-a-fim.

Ah, e sim, eu sou anti-social. Não ligo nem prá metade dessas pessoas. Porque a maioria dessas ‘amizades’ são superficiais. Essas pessoas não lembrarão de mim quando terminarem a faculdade. Quando fizerem uma festa pequena – a não ser que precisem de algo ou alguém que eu consiga arrumar prá elas, elas não me chamarão. Sem contar os caras que vêm falando que são seus amigos [e nessas horas você tem vários], mas na verdade querem só te ‘comer’.

Eu me cansei. A maioria dessas pessoas não me acrescentam nada. Não me fazem sentir-me mais bonita, mais simpática, mais culta e nem mais inteligente. Não têm assuntos produtivos. Não fazem nenhum pouco meu estilo, não compartilham meus ideais.

E por isso, eu digo-lhe: Cuide de suas amizades. Olhe pelas pessoas importantes que te rodeiam, e não troque-as por estatus social. Amizades são como flores, que se não forem regadas, murcham e morrem.

Não, eu não estou sofrendo com minhas amizades. Agradeço a Deus pelos poucos amigos que tenho nessa vida. Pouquíssimos me desapontaram. E foram pouquíssimos, sim, porque eu sou anti-social, lembra? Então só cultivo e dou valor aos que realmente importam.

♪ Elis Regina – Como Nossos Pais
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Por Rafa

Monday, 12 de July de 2010 - 00:29

Eu sempre fui meio moleca. Nunca usei um baton forte, nada com muito rosa ou com muito brilho. Eu já tive, sim, a minha época de balada com roupas bonitas, de esmalte, de roupas coloridas e cabelo com corte da moda.

Mas nenhum deles ao mesmo tempo. As baladas eram de tênis, o esmalte só prá eu parar de roer unhas, as roupas por simplesmente não ter tempo de escolhê-las e o cabelo por ter enjoado do corte antigo.

Enfim, esse ano eu dei uma melhorada nesse aspecto. Não que eu ache ruim. Eu sempre tive meu lado feminino, embora não muito marcante. Eu respeito e adoro o jeito ‘não-muito-delicado’ de ser mulher, também. É forte, diferente. Mas embora eu jamais queira mudar minha essência, eu estou ficando mais cuidadosa com minha aparência esses dias.

Andar com amigas lindas e ‘pseudo-peruas’ ajuda, é lógico. Mas eu relaxei demais por esses tempos… Andei descuidando do meu cabelo, da minha pele, roendo unhas demais, engordando, etc…
Então, eu decidi que nessas férias eu quero me cuidar. Aproveitei uma grana que sobrou, uma outra que entrou no meu aniversário e mais um pouco que ‘sobrou’ no consórcio do ano, que minha mãe faz com a AVON, e reabasteci meu estoque de produtos de beleza.

Querendo ou não, a maioria das mulheres, uma hora ou outra, tem que sentir-se bem com sua aparência. E posso ter tardado um pouco, falhado em algumas vezes, esquecido em outras. E no fim, acabei vendo que muito da minha ‘queda-de-auto-estima’ desses tempos, é devido a isso.

♪ The Beatles – Let It Be
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Por Rafa